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Malmø a Estocolmo – 16 a 18 de janeiro

Decidimos abrir um parêntesis na nossa viagem e passar alguns dias em Estocolmo. Por isso, já compramos as passagens de trem pela SJ com este hiato de 3 dias, que ficaríamos na casa do Lorenzo, nosso host Italiano numa cidade Sueca. Clique aqui ou na foto para ver o álbum completo!

Stockholm Rådhuset
Stockholm Rådhuset

Nossa viagem começou de verdade aqui. Já em Malmø tivemos que dormir uma noite na estação, nas cadeiras mesmo. E depois de mais 4 horas de viagem alcançamos Stockholm, onde mais tarde visitaríamos vários bares legais e muitos lugares interessantes, como o Vasamuseet / The Vasa Museum.Descobrimos que mesmo o fato de ser um país nórdico não faz da Suécia um país necessariamente igual á Dinamarca. As coisas mudam um pouco por aqui. A cidade é muito mais multicultural e as pessoas um pouco mais abertas.

Nossos três dias aqui foram especiais, pois fomos super bem recebidos na casa do Lorenzo, além de termos encontrado amigos brasileiros residentes na cidade, que nos levaram a lugares legais e divertidos.

O Começo, o fim e o Google

Um dia resolvi viajar, talvez seja esse um dos meus poucos hobbies – juntando-se à arte de comer, ler, ver filme, ouvir música-, e decidi da noite pro dia.

Meses depois sentei num bar com o Gui e o Neto, achei a viagem deles mais atraente que a minha para NY. No outro dia havia largado tudo para trás e já ligava para os garotos informando que eu era a terceira integrante do Dois na Trip.

Dentro do trem, indo para Luleå
Dentro do trem, indo para Luleå

Quando viajamos, costumamos planejar, analisar, perguntar pessoas e passamos horas a fio no Google. Mas o Google responde quase tudo, menos o que fazer e como proceder quando coisas importantes dão errado.

Imprevistos aconteceram desde o começo da viagem: não consegui ir no mesmo vôo que os meninos, parti uma semana antes (para minha sorte!). Reservamos hotel nas Ilhas Faroe, não conseguimos passagem de avião – esquecemos de cancelar a reserva, já que foi feita com tantos meses de antecedência, e vamos pagar uma multa gorda por no show. O vôo do Neto e do Gui não só atrasou na hora de partir, como perderam dois dias de viagem e malas extraviadas. Neve? Frio? Inverno mais quente na Dinamarca nos últimos anos… Poderia ter coisa pior? Claro: não poder presenciar o motivo que nos trouxe até aqui.

Quando falaram de “caçar” a Aurora Boreal, imaginávamos uma aventura dessas de filme infantil, sem muitos dramas e muita alegria com essa turminha que sempre apronta uma confusão.

Não esperávamos imprevistos severos, nem mudança brusca de clima, nem mesmo ficar presos em uma cidade no meio do nada, não esperávamos lágrimas. Na verdade, esperava que no meu rosto rolassem gotinhas emoção, não as de agonia e desespero.

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Bad News

Some bad news. Estamos presos em Luleå até segunda ordem. O frio só aumenta (agora já está em -31˚C) e não temos previsão para saída do trem em direção a Narvik. Pode ser que não consigamos chegar até Tromsø para fotografar a Aurora Boreal.

Nosso sol de mentira
Nosso sol de mentira

A foto deste post serve para demonstrar o quanto pode ser confuso estar aqui. O sol parece quente, mas na verdade o frio é tão forte que respirar dói e exige uma forcinha a mais do pulmão. Pequenas partículas de gelo se formam na nossa máscara à medida que respiramos.

Não sabemos bem porque o trem não consegue prosseguir em temperaturas tão baixas, mas estamos torcendo para que amanhã as coisas estejam melhores e nós possamos prosseguir com a viagem.

Amanhecer em preto e branco

Hoje acordamos dentro do trem e o dia amanheceu preto e branco. Um céu cinza profundo e todo o chão e árvores cobertas de uma alvura infinita.

Amanhecer em preto e branco
Hoje o dia amanheceu P&B em Luleå

Nosso trem para Narvik (perto de Tromsø) foi cancelado por causa do frio inacreditável de -29˚C e agora estamos aqui esperando em Luleå . Os habitantes daqui aparentemente encaram isso como mais um dia normal da vida, porque tem gente na rua correndo, praticando exercício e tudo mais.

Em janeiro do ano passado a temperatura mínima foi 41,2˚C (WTF!).

Fomos pesquisar na Wikipedia e descobrimos que a cidade nem é tão pequena assim. Tem 46.000 habitantes e em 2014 vai receber um datacenter gigante do facebook. O lugar foi escolhido justamente por causa do frio. Fica mais barato manter todo o equipamento resfriado.

Enfim, amanhã partimos para Narvik às 7 horas da manhã (4 horas da manhã no Brasil). De lá pegamos mais 250km até Tromsø, de ônibus.

Klampenborg e Roskilde – 15 de Janeiro

Dia 15 de janeiro encontramos a nossa já conhecida guia dinamarquesa (:p) Amalie e seguimos para Klampenborg. O objetivo era visitar Bakken, o mais antigo parque de diversões do mundo, com mais de 400 anos. Infelizmente o parque não funciona no inverno e não pudemos andar na montanha russa antiga de madeira. Mesmo assim, demos uma passeada pela cidade ao redor e encontramos algo incrível! Pessoas nadando no mar nuas a uma temperatura de -1˚C!

Veja todas as fotos deste post aqui

Catedral de Roskilde
Catedral de Roskilde

Decidimos então pegar o carro que alugamos pelo preço de um braço e um olho e descemos então para Roskilde, uma das cidades mais antigas da Dinamarca, fundada ainda na era viking, e local de uma das Igrejas mais antigas da Dinamarca, fundada em 960 pelo segundo rei da Dinamarca, Harald Dente-Azul, filho de Gorm, o velho. Desde 1400 todos os reis da Dinamarca são enterrados lá, então não se assuste ao ver nas fotos caixões, mausoléus e lápides dentro da igreja. Acredite: são muitos e não colocamos nem 10% aqui neste álbum.

Partindo de Stockholm para Boden

Olá pessoas! Ficamos por três dias em Stockholm. Fotografamos muito aqui e logo logo postaremos as imagens.

Hoje partimos de trem para Boden, onde trocaremos de trem, seguindo então para Tromsø. Não vou falar nada mais, além de postar a imagem abaixo retirada do Weather Channel e perguntar: porque diabos uma pessoa mora num lugar que no inverno enfrenta 24˚C? Haha! Boa sorte pra gente neste frio enregelante. =)

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Surfando pelos sofás deste mundão

No nosso último dia em København encontramos um brasileiro num café. Geralmente é fácil saber quem são eles. São pessoas falando alto, rindo muito e sorrindo. Na verdade foi o Rodrigo que nos encontrou, pois nós é que nos encaixávamos nesta descrição.

O Rodrigo nos contou sua história e nos falou que estava viajando pela Europa pedindo carona e ficando na casa de estranhos, através do projeto Couch Surf (www.couchsurfing.org).

Conheça algumas pessoas que encontramos durante a viagem

Nós e nossa amiga e host, Wendy, em Hillerød

Achamos então interessante falar sobre o Couch Surf porque nós mesmos estamos fazendo muito uso dele. Neste momento escrevo da casa do Lorenzo, em Stockholm, Suécia.

O CouchSurfing procura ligar pessoas e lugares internacionalmente, criar trocas educacionais e espalhar a tolerância e o entendimento cultural. CouchSurfing não é mobília e não é encontrar alojamento gratuito por todo o mundo; é estabelecer ligações por todo o mundo. Fazemos o mundo um lugar melhor abrindo as nossas portas, os nossos corações e as nossas vidas. Abrimos as nossas mentes e damos as boas vindas à sabedoria que a troca cultural oferece.

Se você se identifica com estes valores, entre nowww.couchsurfing.org e seja um surfer também.  =)

Hillerød – 10 de Janeiro

Não tem como não amar Hillerød. Toda arquitetura da cidade é muito bem preservada, e na praça central, depois do lago, temos uma uma bela vista do castelo de Frederiksborg.

É necessário abrir aqui um parênteses para falar do Jardim de Frederiksborg. É algo tão impressionante que dificulta sua descrição em palavras. É tudo tão organizado e as plantas foram colocadas exatamente de forma que desenhassem símbolos da coroa dinamarquesa, quando vistos de cima.

Veja todas as fotos de Hillerød aqui

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