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Dois+1 Na Trip | Memories to keep inside

Nosso foco não era filmar, mas como fizemos alguns takes em alguns poucos lugares, resolvemos juntar tudo e fazer um pequeno vídeo resumindo a nossa viagem. Infelizmente não tínhamos equipamento próprio para filmar a Aurora, mas todo o resto está aí, documentado. Have fun!

40 Impressões sobre a Dinamarca. Leia no Sedentário & Hiperativo

Caso você ainda não tenha visto, saiu um texto meu no Sedentario & Hiperativo sobre as minhas impressões sobre a Dinamarca. É só clicar no link para ler.

Neto Macedo: 40 Impressões de um brasileiro sobre a Dinamarca

Depois que eu escrevi e o texto foi publicado, percebi que faltou tanta coisa… Mas fica o convite para vocês conhecerem de verdade: visitem a Escandinávia um dia. =)

1. Que pontualidade britânica que nada. Na Dinamarca todos são obcecados com pontualidade. Até nos pontos de ônibus existem painéis eletrônicos indicando quantos minutos faltam para o ônibus chegar. Eles estão sempre corretos (se um dinamarquês ler isto ele falará que não, que aquilo não funciona).

2. A Dinamarca é o país do ciclismo. São mais de 12.000km de ciclovias espalhadas pelo país e em Copenhagen o número de bicicletas é quase o dobro da população. São bicicletas de todos os tipos que você imaginar. Com carros para bebês, com três rodas, bikes fixas, duplas, etc.

3. Existem tantas bicicletas que é fácil encontrar uma novinha jogada por aí. Na verdade, a polícia tem até um sistema para “redistribuir” estas bicicletas abandonadas. Eles colocam uma tag na bike com a data e se em três meses ninguém remover a tag, qualquer um pode pegar a bike.

4. O trânsito é ultra organizado. Todos respeitam tudo e tudo é muito bem sinalizado. Mesmo 3 horas da manhã, com as ruas vazias, você encontrará pessoas esperando o sinal de pedestre para atravessar a rua. O pedestre sempre tem preferência, depois as bicicletas e só então os carros.

5. Na verdade, não só o trânsito é organizado por lá. Tudo é. Dinamarqueses são fiéis seguidores de regras, em geral. Na cabeça deles nem sequer passa a hipótese de “dar um jeitinho” numa situação.

Gostou? Clique aqui para ler o resto do texto no Blog Sedentário & Hiperativo.

Surfando pelos sofás deste mundão

No nosso último dia em København encontramos um brasileiro num café. Geralmente é fácil saber quem são eles. São pessoas falando alto, rindo muito e sorrindo. Na verdade foi o Rodrigo que nos encontrou, pois nós é que nos encaixávamos nesta descrição.

O Rodrigo nos contou sua história e nos falou que estava viajando pela Europa pedindo carona e ficando na casa de estranhos, através do projeto Couch Surf (www.couchsurfing.org).

Conheça algumas pessoas que encontramos durante a viagem

Nós e nossa amiga e host, Wendy, em Hillerød

Achamos então interessante falar sobre o Couch Surf porque nós mesmos estamos fazendo muito uso dele. Neste momento escrevo da casa do Lorenzo, em Stockholm, Suécia.

O CouchSurfing procura ligar pessoas e lugares internacionalmente, criar trocas educacionais e espalhar a tolerância e o entendimento cultural. CouchSurfing não é mobília e não é encontrar alojamento gratuito por todo o mundo; é estabelecer ligações por todo o mundo. Fazemos o mundo um lugar melhor abrindo as nossas portas, os nossos corações e as nossas vidas. Abrimos as nossas mentes e damos as boas vindas à sabedoria que a troca cultural oferece.

Se você se identifica com estes valores, entre nowww.couchsurfing.org e seja um surfer também.  =)

Ajuda inesperada

Uns dias atrás conhecemos aqui pelo Facebook o Marco Brotto, um cara super experiente e muito disposto a nos orientar. Ele achou a nossa página e se ofereceu para ajudar-nos, nos tirando muitas dúvidas (principalmente sobre outdoorsmanship).

Se tiver ficado com vontade de ver a Aurora, visite o site da GeoTrip, que é uma empresa do Daniel Japor, o primeiro caçador de auroras do Brasil, com objetivo de levar brasileiros às regiões árticas sãos e salvos. Indicação do Marco. Valeu Marco!

Glædelig jul og Godt Nytår!

Glædelig jul og Godt Nytår! Feliz natal (atrasado) e feliz ano novo a todos!

Natal na Dinamarca

Só pra constar que nos países para onde vamos a tradição do natal é um pouquinho diferente. A família se reúne ao redor da Juletræ para cantar e dançar ao som de Nu er det jul igen. O mais comum é que se coma porco na ceia, e não peru, apesar de também acontecer, e de sobremesa se come o risalamande, uma espécie de arroz doce, onde eles colocam uma noz inteira escondida dentro. Aquele que é agraciado com a noz ganha um pequeno presente. Da última vez que estive lá, eu ganhei!

10 dicas para viajar pra fora do país

Olá seguidores da aurora! Ontem uma amiga me chamou no no chat do Facebook perguntando sobre alguns pormenores de uma viagem para o exterior. O que fazer e o que não fazer, o que levar e o que não levar, preparativos e etc.

O Fábio Silveira, gerente do STB (Student Travel Bureau) aqui em Montes Claros, nos ajudou com este post e com mais um monte de coisa no planejamento desta viagem. Você sabe que uma empresa tem cuidado com todos os seus planos de viagem só de ver o organizador (vide foto) que eles disponibilizam para colocar as passagens, documentos e seguro saúde.

Plano de viagens STB
Fichas para organizar a viagem do STB. =)

 

1 – Organize todos os seus documentos com antecedência. Passaporte, RG, visto, cartões bancários, confirmações de transporte e hospedagem, passagens aéreas. Não deixe nada pra depois. Imprevistos acontecem e já basta aqueles que você não pode controlar, como conhecer uma garota linda e precisar se casar imediatamente.

2 – Em alguns países com imigração mais rígida, principalmente alguns europeus, é interessante levar confirmação de acomodação (de quem for te hospedar ou do hotel), extrato do banco comprovando que você tem dinheiro, passagem de volta, etc.

3 – Faça seu seguro saúde antes de viajar. Ele é exigido por 99% dos países e você não quer o risco de ser mandado de volta, não é? No nosso caso, estamos cobertos com ajuda do STB pelo ISIS Budget, que é o seguro mais simples e mesmo assim cobre até 50.000 dólares em gastos com saúde durante toda a viagem. Se sofrermos com hipotermia, por exemplo, pelo menos podemos amputar um braço ou perna num hospital descente.

4 – Faça seu check-in no aeroporto com bastante antecedência, assim sobra tempo de fazer várias coisas até a hora da partida, como: saber se o país exige algum tipo de vacina, e caso exigir, fazer a vacina no próprio aeroporto (só procurar a ANVISA), declarar seus equipamentos eletrônicos e ficar visitando os freeshops da área de embarque internacional. Atenção fumantes: cigarro é vendido a preço de banana nessas lojas. Não deixe pra comprar na Europa, onde um maço do cigarro mais vagabundo custa 25 reais. Ou pare de fumar e viva mais.

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Um mês

Para quem não sabe, estou indo para a Escandinávia antes do Neto e do Gui. Hoje eu começo minha contagem regressiva: um mês.

Um mês para partir e deixar para trás os olhares curiosos cheios de dúvidas quanto ao sucesso da nossa viagem. Um mês para aterrissar em terras frias, desconhecidas, de pessoas reservadas. Um mês para deixar tudo pra trás e expandir os horizontes. Um mês para sentir novos gostos, aromas, olhares, calor humano e aquela neve chata caindo no olho e o nariz escorrendo o tempo todo.

Camila Oliveira

Tendo viajado outras vezes, enfrentado -30°C – e ficado bêbada sem proteção no frio – e ventos hostis, hoje tenho algumas cicatrizes (literalmente!) para contar história: de como é ruim sentir seus dedos congelados e como uma cerveja japonesa pode ser deliciosa depois de 3 tequilas e uma banda de rock qualquer ao fundo. Sobre NUNCA, EM NENHUMA HIPÓTESE ser sorridente para homens no ônibus de volta pra casa (depois de dormir na casa de amigos dos amigos dos amigos), pois um deles pode ser um mexicano louco que foi soldado no Iraque e que quer mostrar seus dotes bélicos!

Mas SEMPRE, EM TODAS AS HIPÓTESES seja aberto a uma nova cultura. Arrisque-se: novas comidas, novas bebidas, novas amizades. Cresça com a viagem, cresça a ponto de seu espírito aventureiro não caber mais dentro de você.
Apaixone-se.

Apaixone-se pelas paisagens, pelo casal louco tocando violino na praça a -17°C e você acha que devam estar loucos ou muito apaixonados para ter coragem de estar ali te encantando. Isso mesmo: é preciso ter coragem, coragem para não fazer o óbvio, para fugir das rotas comuns, de escolher um país na Europa que quase nenhum turista escolhe.

Tenha coragem de entrar naquela lojinha de geleias tão aconchegante para agradar seu paladar e aproveitar para conhecer a história daquela senhora que perdeu o marido e os filhos em guerras e tornados, mas que hoje vive com um sorriso no rosto, como se toda a felicidade do mundo pudesse caber entre seus lábios e dentes.
E aprenda.

Aprenda com cada embarque de trem, com cada local e museu visitado e pessoas que conhecer. Aprenda a língua local, a ler mapas, bússolas e posicionamento das estrelas. Aprenda que ficar perdido às vezes não é tão ruim assim, perder é se encontrar.

Afinal, viajar é isso: é o amadurecimento da alma, é perceber o quanto somos pequenos nesse mundo tão grande e quão pouco sabemos e o tanto que ainda temos que aprender.

O mundo é grande, aventure-se! Mas lembre-se: o mundo de dentro da gente maior que o mundo de fora da gente. E falta apenas um mês para o mundo de dentro de mim ficar maior que a Via Láctea.

Uma história de Reveillon na Dinamarca

Você pode não saber, mas eu já fui à Dinamarca antes. Fiquei lá por quarenta dias e entrei literalmente em algumas frias (-20ºC). Uma delas é a que vou contar abaixo.

Um amigo também já ido tinha àquele país, e lá ele realizou uma pesquisa da mais alta envergadura moral: parava nas esquinas e perguntava a toda mulher que passava se ela queria transar. A quarta sempre respondia que sim. A cada 10 mulheres que você chama pra transar em Copenhagen 2,5 aceitam na hora. E a cada 10 mulheres perguntadas se querem transar 0,8 te enchem de porrada. De acordo com ele, vale a pena. Mesmo sendo solteiro na época, decidi não testar por medo de ser preso.

Copenhagen
Copenhagen

Passava meus dias na Bodega (sim, era esse o nome), um bar ao lado do hotel. A dona era uma velha que vivia me enchendo a cara de schnapps, de graça. Queria que eu experimentasse todas as bebidas da Dinamarca, mas só me dava schnapps. Eu insistia na Tuborg. Os frequentadores eram os sempre frequentes e mesmos velhos de sempre. Por 40 dias eu vi os mesmos velhos de sempre gritando e brigando em Dinamarquês. Eu ficava no canto do balcão só observando.

Lá, no inverno, o sol nasce nove da manhã e vai embora duas da tarde. Quer dizer, a luz nasce 9 da manhã. Chamar aquilo de sol é falta de respeito com a estrela. Fiquei minimamente surpreso quando me falaram que o país apresenta a maior taxa de suicídio do mundo (informação a confirmar).

Era dezembro e no dia 31 desse mês fui procurar um lugar para passar a virada. Resolvi matar a saudade do Brasil, ou pelo menos da América Latina. Encontrei uma casa de shows chamada Mambo Bass Dancing Club ou algo do tipo, não vou me lembrar do nome agora. Latin Music.

Entrei e ainda tinha pouca gente. A maioria feia. Um pouquinho de música latina, algumas Tuborgs, mais schnapps, e pronto. A bebida entra e a capacidade de discernimento sai. As pessoas ficam bonitas e jovens.

Depois de um tempo lá dentro descobri que a boate era focada em um público que estava na flor da murxidade. Gente quase na terceira idade. Eu, com 19, sobrava. Fiquei tomando cerveja até umas 2 da manhã, quando apareceu uma mulher lá querendo me pegar. Peguei. Ela tinha 51 e uma filha casada com brasileiro e acho que me pegou por causa disso. Me contentei com essa velha até umas 2 da manhã, quando descobri que tinha outro ambiente na boate só para jovens, tocando música eletrônica (não agüentava mais salsa e merengue) e dando cerveja de graça. Amaldiçoei os deuses por não terem me feito perceber isso antes, larguei a velha com dificuldade e fui para o tal ambiente. Lá Conheci um cara de Belo Horizonte (minirim igualêu) e um outro do Camarões que tinha jogado na seleção do Camarões contra o Brasil na Copa de 94. Fomos para o ambiente jovem.

Eu ia no banheiro e não podia usá-los porque as mulheres ou estavam usando os mictórios do banheiro masculino para urinar (sentadas em cima) ou estavam no espelho comparando os peitos umas com as outras. Eu achava aquilo ótimo pelo menos até umas quatro horas da manhã, quando já estava realmente apertado e tive que entrar na fila de mulheres pra usar o mictório. Mas antes disso passei algum tempo lá dentro, apreciando aquela cena.

Não peguei ninguém mas tomei muita cerveja (de graça até ônibus errado). Ficamos lá até umas 6. Me despedi do mineiro e do camaronense (que desapareceu no escuro quando apagaram as luzes). Voltei para as velhas, afinal, tinha obtido mais sucesso lá.

A velha de 51 tinha ido embora mas apareceu uma de pelo menos 65 que queria a qualquer custo dançar salsa comigo. Quem me conhece sabe: como dançarino tenho a desenvoltura de uma passista alemã. Mas como a boate já não tinha mais muita gente, resolvi realizar o sonho da senhora. Nem sabia e nem sei o que é salsa, mas lembrei de meus primos dançando forró e pensei “música latina é tudo igual. Você vai dando umas encoxadas no parceiro e pronto”. Dei umas encoxadas nela e não demorou para ela começar a falar pra mim “nossa! Você tem sangue latino correndo nas veias”. Só sei que saí de lá com o apelido de TDA, o terror dos asilos.

Às 10 da manhã eu já não estava muito legal. Tava pra lá de marrakesh. Falei que ia embora e a velha falou que vinha junto. Eu disse que não e ela disse que sim. Fomos para um bar ao lado da estação central de metrô principalmente porque ela falava que ia me seguir onde eu fosse e eu não queria que uma pessoa assim descobrisse onde eu morava. Um pessoal mais novo me chamou pra sentar e eu sentei com a velha. Dois minutos e ela falou “vou ao banheiro” e no momento que ela saiu eu já falei pro pessoal “tô devendo quanto?” e eles “não tá devendo nada”. Joguei 100 Kroner (30 reais) na mesa mesmo assim e parti para o metrô.

Mal sentei e dormi no banco do trem. Acordei lá na puta que o pariu e o cenário que antes era completamente urbano tinha se transformado em uma paisagem rural e bucólica, aparentemente longe da civilização. Neve e árvores. Pinheiros. Tudo igualzinho. Olhei pra frente e tinha um sujeito escornado ali. Tentei falar algo em inglês, pedir informação, mas o sujeito parecia morto. Isso era primeiro de janeiro uma hora da tarde e o vagão estava deserto.

Desci na primeira parada por medo de ir mais longe e pedi informação numa padaria. O atendente não falava inglês. Abordei um casal de velhinhos mas eles correram por medo de que eu fosse muçulmano (por causa da barba, provavelmente). Muçulmano lá na Dinamarca não é bom sinal, principalmente numa cidade deserta no 1º de janeiro. Por fim, encontrei uma moça lendo um livro e, como todas as pessoas jovens do país, ela falava inglês.

Dessa vez, no metrô, voltei em pé para não correr o risco de dormir, além de entrar no trem sem bilhete porque não tinha mais um tostão. Maldita mania de brasileiro de deixar dinheiro em mesa mesmo o com as pessoas falando que não precisa. Cheguei em casa sem grana, cansado e com fome. Duas horas da tarde. Apaguei.

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Se você gostou da história, curte e compartilha porque vai ser esse tipo de aventura que pretendemos e contar fotografar para postar aqui. E claro, não se esqueça de curtir a página do Dois+1 Na Trip.

+1 na trip

PLANTÃO URGENTE: o projeto Dois Na Trip ganhou mais um colaborador, a Camila Oliveira, essa moça linda que fala inglês perfeito, já viajou o mundo inteiro (em dois países) e vai nos ajudar muito na viagem. Infelizmente o Facebook é chato e não nos deixa mudar o nome da página.
Sobre a moça: “Camila gosta de viajar, conhecer lugares e pessoas, ouvir música, sentir aromas, degustar sabores, saborear a vida. Não quer criar raízes, pois sabe onde é o seu lugar: o mundo”.

Camila Oliveira

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BREAKING NEWS: The “Dois na Trip” Project has gotten another collaborator, Camila Oliveira, this beautiful girl who speaks perfect English, had travelled the entire world (a couple of countries) and she will help us a lot during the trip. Unfortunately, the Facebook is annoying and it doesn’t let us change the name of the page.
About this lady: “Camila enjoys travelling, meeting people and places, listening to music, smelling scents, tasting flavors, celebrating life. She doesn’t want to put down roots, because she knows where her place is: the world.”